Lançamento de livro

Livro: Caleidoscópio Amazônico: a oralidade em som, imagem e movimento

Autor: Alexandre Ranieri
Local: Escola de Aplicação da UFPA
Data: 06/12/2018
Horário: 8h30
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Prorrogado o prazo para submissão de artigos ao número 26 A oralidade e seus métodos de pesquisa

Período de submissão: 
 
De 10 de outubro de 2018
a 20 de janeiro de 2019
A oralidade e seus métodos de pesquisa

“Vem por aqui”- dizem-me alguns com olhos doces, Estendendo-me os braços, e seguros De que seria bom que eu os ouvisse Quando me dizem: “vem por aqui”! Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos meus olhos, ironias e cansaços) E cruzo os braços, E nunca vou por ali…

(José Régio)

Passando a considerar a invenção, elaboração e utilização de teorias incompatíveis não apenas com outras teorias, mas, ainda, com experimentos, com fatos e observações, podemos começar assinalando que nenhuma teoria está jamais em concordância com todos os fatos conhecidos em seu domínio. E a dificuldade não brota de afirmações sem base, nem é resultado de um procedimento sem rigor. Prende-se a experimentos e medidas da maior precisão e dignos de todo crédito.
(Paul Feyerabend)

Métodos sempre foram a “pedra no sapato” de pesquisadores de todas as áreas do conhecimento. “Pedras nos sapatos” porque se acredita, não sem razão de certo modo, que são eles que definem e configuram o padrão de legitimidade, pertinência, cientificidade, academicidade e competência das pesquisas. Da “conjuntura que deflagraria a modernidade”, no século XVII, “empirismo e racionalismo”, “esteios da moderna concepção de método”, o “problema, a partir de então, ganha tal relevo que chega a extrapolar sua condição inicial de simples ferramenta para a atividade filosófica e científica, ganhando importância intrínseca, a ponto de tornar-se objeto de uma disciplina, a metodologia” (SOUZA, 2014). Sem método os resultados são duvidosos, inexatos, não científicos e, pior, sem comprovação e sem estatuto de “conhecimento válido”. Óbvio é que métodos e teorias implicam diretamente com a “ontologia”, “existência” e circulação dos

objetos. Já vai um pouco longe, pelo bem, o tempo em que os pesquisadores em literatura oral, oralidade, culturas populares viam-se às voltas com justificativas e mais justificativas para seus objetos e estudos nos variados Programas de Pós-graduação. Principalmente aqueles pesquisadores e pesquisadoras que não eram oriundos da Antropologia, Sociologia, Historia. Era preciso provar seus estatutos “científico” e acadêmico e sua legitimidade como arte e/ou conhecimento válido. O que surgiu de bom dessa necessidade de justificativa é que investindo em métodos de outras áreas, adaptando-os, reinventando-os e redimensionando-os – ou mesmo buscando novas possibilidades – os estudos em culturas populares e literaturas orais inseriram-se, com certa antecedência de outros campos do conhecimento, nos estudos interdisciplinares. Entretanto, o Grupo de Trabalho (GT) em Literatura Oral e Popular, da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação (ANPOLL), criado em 1985, sempre teve em sua pauta e preocupação essas discussões, pois de maneira geral a interdisciplinaridade não resolve exatamente as questões dos métodos possíveis de serem utilizados para “melhor” interpretar e analisar “nossos” objetos. Não se trata, é preciso enfatizar, de encontrar “O Método”, “Um Método” para nos uniformizar, congelar, engessar. Não. Vale lembrar que ao longo do tempo, de 1985 para cá, o repertório de pesquisa dentro e fora do GT variou e ampliou-se muito. Aos estudos, dos mais diversos, das culturas populares, consideradas mais “tradicionais”, com menos contato com o universo das letras, somaram-se estudos sobre as poéticas de vozes de vanguardas, de vozes multimídias, de vozes intermediárias entre rural e urbano e tantos outros. A proposta desse número 26 da Revista Boitatá é exatamente traçar um contorno das possibilidades e experiências metodológicas que já se articularam em nossas pesquisas e de forma transdisciplinar no que concerne à teoria como característica mais ampla dos Estudos Literários de “importar” teorias “de outras áreas” para seus usos básicos ao longo desses anos e também pautar no horizonte da Área, Áreas, o que tem descortinado, descortinando, como novas experiências metodológicas.

REFERÊNCIA:

SOUZA, Roberto Acízelo de. Letras de Hoje, Porto Alegre, v. 49, n. 4, p. 471-476, out.-dez. 2014.

Editores

Prof. Dr. Frederico Augusto Garcia Fernandes
Prof. Dr. Alexandre Ranieri

Editores Técnicos

Profa. Dra. Mauren Pavão Przybylski
Prof. Doutorando Fernando Alves

Organizadores

Prof. Dr. Mário Cezar Silva Leite
Prof. Dr. Alcione Corrêa Alves

 

http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/boitata/index

Disponível o número 25 da Revista Boitatá

Relatos de viagem: sobre vagares e andanças, perambulagens e travessia

Quando Ana Tetamanzy nos convidou para organizar o novo número da Revista Boitatá, Relatos de Viagem: sobre vagares e andanças, perambulagens e travessias, eu e Mesac Silveira marcamos um vinho no final da tarde para conversarmos sobre esta aventura: Éramos dois viajantes em um arquipélago de Ítalo Calvino. Estávamos flutuando em um ponto invisível da Cidade Baixa durante o verão de Porto Alegre. Confessávamos os nossos encantamentos pelas suspensões que as viagens proporcionam e o quanto isso atravessava o nosso fazer artístico, intelectual e de gente-viva. Eu comentei que era possível comparar o conceito de Ricardo Piglia sobre uma boa história sempre contar duas histórias: Uma aparente e outra submersa. E no nosso caso, a viagem aparente e todas as outras viagens submersas que tocam o impossível intento de o estrangeiro apenas ir e voltar de um lugar. Nenhuma viagem é inocente e tudo macula e marca, nós segredamos naquela noite. Poderíamos pensar nas viagens como um deslocamento sem o abrigo seguro do conhecido, e todas as poéticas que surgem da experiência. Mesac disse:  Uma coisa que eu não sabia era que a viagem, a grande viagem, tem data para começar (ou nem isso), mas não termina nunca. Porque a alma fica viciada em travessias, enfeitiçada por deslocamentos. O transitar se impregna no corpo de tal forma que até o pequeno trajeto numa cidade familiar pode ganhar contornos de odisseias. O doméstico torna-se selvagem porque o instinto da viagem aflorou permanentemente, aí os olhos estranham o familiar e os demais instintos se aguçam até diante do conhecido.

Museu Nacional

A Anpoll está em campanha pela recuperação da dignidade de instituições de pesquisa e do pesquisador no Brasil. A área de Linguística e Literatura tem contribuído nestas últimas décadas para que tenhamos uma sociedade mais justa e igualitária. Não deixe o descomprometimento deste governo ilegítimo acabar com a pós-graduação brasileira. Ajude a divulgar este vídeo!

Nova coordenação

Prezadxs membrxs do GT de Literatura Oral de Popular,
Esperamos a divulgação oficial no site da ANPOLL antes de enviar comunicado oficial sobre nossa eleição realizada no dia 28 de junho de 2018 durante o XVIII ENANPOLL. No entanto, como ainda não houve essa divulgação, resolvemos publicar esta carta aberta e dar continuidade aos trabalhos.
Portanto, é com alegria e orgulho que damos início a nossa gestão e agradecemos o voto de confiança que nos foi conferido.
Durante os próximos dois anos pretendemos fazer uma gestão democrática e participativa. Nenhuma decisão será unilateral e todos poderão entrar em contato conosco sempre que tiverem qualquer dúvida, sugestão ou crítica.
Dentre as ações pretendidas por esta gestão para este biênio estão:
– Realizar, em 2019, o V Seminário Brasileiro de Poéticas Orais em Soure na ilha do Marajó no Estado do Pará, buscando parcerias com as Universidades, órgãos públicos locais, iniciativa privada;
– Realizar encontros do GT nos anos de 2019 e 2020.
– Finalizar a migração definitiva da Revista Boitatá para a plataforma SEER, divulgar seus indexadores para melhorar sua avaliação no Qualis Capes e garantir a sua manutenção  e periodicidade de forma ainda mais eficiente.
– Gerar e estimular produção acadêmica diversificada (publicações, materiais audiovisuais, seminários etc) a partir do trabalho em rede dos membros do GT  e que serão inseridas no portal de poéticas orais.
– Realizar encontros preparatórios para o Seminário Brasileiro de poéticas orais e o Encontro do GT em 2020 juntamente com os colaboradores e parceiros e estruturar a coletânea dos pesquisadores participantes.
– Representar o GT nas reuniões de Coordenação convocadas pela ANPOLL, levando nossas demandas e defendendo os interesses do GT, e compartilhar as discussões e deliberações.
– Estimular o credenciamento de novos membros, inclusive o de jovens pesquisadores, e o retorno de membros que tenham se afastado nos últimos anos.
Esperamos contar com o apoio de todos para a realização dessas ações e para superar todo e qualquer desafio que destino nos reservar.
Um abraço carinhoso,
Alexandre Ranieri
Coordenador
Délcia Pombo
Vice-coordenadora
Dia Favacho
Secretária