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XXXIV ENANPOLL

XXXIV ENCONTRO NACIONAL DA ANPOLL

“Políticas e práticas de viabilização do trabalho de PG em Linguística e Literatura

O XXXIV ENANPOLL será realizado na Universidade Estadual de Maringá – UEM, nos dias 26, 27 e 28 de junho de 2019.

Em sua edição intermediária, o Encontro tem como público alvo coordenadores de programa stricto sensu, filiados à ANPOLL, e coordenadores de Grupos de Trabalho.

http://anpoll.org.br/2019/03/01/xxxiv-enanpoll/

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71ª Reunião Anual da SBPC

A 71ª Reunião Anual da SBPC será realizada no período de 21 a 27 de julho de 2019, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, MS, tendo como tema central “Ciência e Inovação nas Fronteiras da Bioeconomia, da Diversidade e do Desenvolvimento Social”.

http://ra.sbpcnet.org.br/campogrande/

Curso Livre em Estudos Literários e Culturais – Imaginário e narrativas populares: fluxos de cibercultura e pensamento decolonial.

Nº de créditos: 02
Carga horária: 30 horas/aula
De 04.02 a 15.02. de 2019.
SEMESTRE: 01.2019
DIAS E HORÁRIOS;
– De 04.02 a 15.02 – 14h30 às 17h30
Professores ministrantes:
– Dra. Mauren Pavão Przybylski (convidada) (PNPD-CAPES/UNEB-CAMPUS II);
– Dra. Aline Wendpap Nunes de Siqueira (PNPD / CAPES / ECCO-UFMT);
– Dr. Mário Cezar Silva Leite (ECCO-UFMT)
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1. EMENTA: Estabelecer relações entre cânone, periferia e o pensamento decolonial. Refletir sobre a perspectiva teórica e crítica a partir de um recorte decolonial, em que identidades étnicas e grupos sociais subalternizados, ou de algum modo à margem, recriam e descentram as poéticas ocidentais. Tensionar as narrativas tradicionais e digitais, sobretudo nas produções contemporâneas e nos saraus “periféricos” e “alternativos” no Brasil.

OBJETIVOS:
• GERAL
Estabelecer novos olhares para com a narrativa, tendo um pensamento crítico acerca das narrativas populares e suas formas de inserção social na contemporaneidade.
• ESPECÍFICOS
2. Compreender os principais modos de expressão poética e narrativa das sociedades que mantém ativos os mecanismos da voz e da memória experimentados em práticas sociais e comunitárias incluindo o manuseio tecnológico.
3.Possibilitar novas formas de compreensão do narrador e da narrativa, a partir do estabelecimento do conceito de narrador oral urbano-digital.

Prorrogado o prazo para submissão de artigos ao número 26 A oralidade e seus métodos de pesquisa

Período de submissão: 
 
De 10 de outubro de 2018
a 20 de janeiro de 2019
A oralidade e seus métodos de pesquisa

“Vem por aqui”- dizem-me alguns com olhos doces, Estendendo-me os braços, e seguros De que seria bom que eu os ouvisse Quando me dizem: “vem por aqui”! Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos meus olhos, ironias e cansaços) E cruzo os braços, E nunca vou por ali…

(José Régio)

Passando a considerar a invenção, elaboração e utilização de teorias incompatíveis não apenas com outras teorias, mas, ainda, com experimentos, com fatos e observações, podemos começar assinalando que nenhuma teoria está jamais em concordância com todos os fatos conhecidos em seu domínio. E a dificuldade não brota de afirmações sem base, nem é resultado de um procedimento sem rigor. Prende-se a experimentos e medidas da maior precisão e dignos de todo crédito.
(Paul Feyerabend)

Métodos sempre foram a “pedra no sapato” de pesquisadores de todas as áreas do conhecimento. “Pedras nos sapatos” porque se acredita, não sem razão de certo modo, que são eles que definem e configuram o padrão de legitimidade, pertinência, cientificidade, academicidade e competência das pesquisas. Da “conjuntura que deflagraria a modernidade”, no século XVII, “empirismo e racionalismo”, “esteios da moderna concepção de método”, o “problema, a partir de então, ganha tal relevo que chega a extrapolar sua condição inicial de simples ferramenta para a atividade filosófica e científica, ganhando importância intrínseca, a ponto de tornar-se objeto de uma disciplina, a metodologia” (SOUZA, 2014). Sem método os resultados são duvidosos, inexatos, não científicos e, pior, sem comprovação e sem estatuto de “conhecimento válido”. Óbvio é que métodos e teorias implicam diretamente com a “ontologia”, “existência” e circulação dos

objetos. Já vai um pouco longe, pelo bem, o tempo em que os pesquisadores em literatura oral, oralidade, culturas populares viam-se às voltas com justificativas e mais justificativas para seus objetos e estudos nos variados Programas de Pós-graduação. Principalmente aqueles pesquisadores e pesquisadoras que não eram oriundos da Antropologia, Sociologia, Historia. Era preciso provar seus estatutos “científico” e acadêmico e sua legitimidade como arte e/ou conhecimento válido. O que surgiu de bom dessa necessidade de justificativa é que investindo em métodos de outras áreas, adaptando-os, reinventando-os e redimensionando-os – ou mesmo buscando novas possibilidades – os estudos em culturas populares e literaturas orais inseriram-se, com certa antecedência de outros campos do conhecimento, nos estudos interdisciplinares. Entretanto, o Grupo de Trabalho (GT) em Literatura Oral e Popular, da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação (ANPOLL), criado em 1985, sempre teve em sua pauta e preocupação essas discussões, pois de maneira geral a interdisciplinaridade não resolve exatamente as questões dos métodos possíveis de serem utilizados para “melhor” interpretar e analisar “nossos” objetos. Não se trata, é preciso enfatizar, de encontrar “O Método”, “Um Método” para nos uniformizar, congelar, engessar. Não. Vale lembrar que ao longo do tempo, de 1985 para cá, o repertório de pesquisa dentro e fora do GT variou e ampliou-se muito. Aos estudos, dos mais diversos, das culturas populares, consideradas mais “tradicionais”, com menos contato com o universo das letras, somaram-se estudos sobre as poéticas de vozes de vanguardas, de vozes multimídias, de vozes intermediárias entre rural e urbano e tantos outros. A proposta desse número 26 da Revista Boitatá é exatamente traçar um contorno das possibilidades e experiências metodológicas que já se articularam em nossas pesquisas e de forma transdisciplinar no que concerne à teoria como característica mais ampla dos Estudos Literários de “importar” teorias “de outras áreas” para seus usos básicos ao longo desses anos e também pautar no horizonte da Área, Áreas, o que tem descortinado, descortinando, como novas experiências metodológicas.

REFERÊNCIA:

SOUZA, Roberto Acízelo de. Letras de Hoje, Porto Alegre, v. 49, n. 4, p. 471-476, out.-dez. 2014.

Editores

Prof. Dr. Frederico Augusto Garcia Fernandes
Prof. Dr. Alexandre Ranieri

Editores Técnicos

Profa. Dra. Mauren Pavão Przybylski
Prof. Doutorando Fernando Alves

Organizadores

Prof. Dr. Mário Cezar Silva Leite
Prof. Dr. Alcione Corrêa Alves

 

http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/boitata/index

Disponível o número 25 da Revista Boitatá

Relatos de viagem: sobre vagares e andanças, perambulagens e travessia

Quando Ana Tetamanzy nos convidou para organizar o novo número da Revista Boitatá, Relatos de Viagem: sobre vagares e andanças, perambulagens e travessias, eu e Mesac Silveira marcamos um vinho no final da tarde para conversarmos sobre esta aventura: Éramos dois viajantes em um arquipélago de Ítalo Calvino. Estávamos flutuando em um ponto invisível da Cidade Baixa durante o verão de Porto Alegre. Confessávamos os nossos encantamentos pelas suspensões que as viagens proporcionam e o quanto isso atravessava o nosso fazer artístico, intelectual e de gente-viva. Eu comentei que era possível comparar o conceito de Ricardo Piglia sobre uma boa história sempre contar duas histórias: Uma aparente e outra submersa. E no nosso caso, a viagem aparente e todas as outras viagens submersas que tocam o impossível intento de o estrangeiro apenas ir e voltar de um lugar. Nenhuma viagem é inocente e tudo macula e marca, nós segredamos naquela noite. Poderíamos pensar nas viagens como um deslocamento sem o abrigo seguro do conhecido, e todas as poéticas que surgem da experiência. Mesac disse:  Uma coisa que eu não sabia era que a viagem, a grande viagem, tem data para começar (ou nem isso), mas não termina nunca. Porque a alma fica viciada em travessias, enfeitiçada por deslocamentos. O transitar se impregna no corpo de tal forma que até o pequeno trajeto numa cidade familiar pode ganhar contornos de odisseias. O doméstico torna-se selvagem porque o instinto da viagem aflorou permanentemente, aí os olhos estranham o familiar e os demais instintos se aguçam até diante do conhecido.